BR 52 MKT – P2O5

Fertilizante é todo material orgânico ou mineral, contendo um ou mais nutrientes, que, aplicado no solo ou diretamente nas plantas, concorre para o aumento das colheitas e melhoria da performance da cultura.

Os fertilizantes são adicionados as culturas por vários processos ou em alguns casos podem ser aplicados diretamente na folhagem como elementos necessários para a nutrição das plantas.

Dezessete elementos são conhecidos por serem essenciais para a saúde e o crescimento das plantas; tipicamente, são fornecidos nirtrogênio, fósforo e potássio em maior quantidade.

Com o crescente conhecimento do papel de cada um dos nutrientes essenciais às plantas, existe hoje melhor compreensão da importância de fornecer outros nutrientes em cada estágio apropriado de fenologia.

Faz-se necessário compreender as rápidas mudanças nas formulações de fertilizantes e métodos de aplicação.

Outro fator que tem alterado os métodos de formulações é, a positiva ação das autoridades, agências reguladoras e grupos de cidadãos para reduzir a quantidade de fertilizantes em geral e de nutrientes; aplicados em particular, ao solo.

A principal fonte de fósforo para fertilizante é derivada dos minérios contendo fósforo, minerais estes, encontrados na crosta terrestre, denominada rocha fosfática.

Embora a rocha de fosfato não tratada tenha sido utilizada como fertilizante, o mais comumente encontrado, são soluções diluídas de ácidos minerais fortes para formar ácido fosfórico, o que é facilmente absorvido pelas culturas.

O fósforo é um dos elementos essenciais para o desenvolvimento das plantas, entretanto ele como P, qual, seja fósforo elementar não ocorre livremente na natureza já que sendo muito reativo se combina rapidamente com outros elementos como oxigênio e hidrogênio.

A sua concentração nas plantas varia de 0,1 à 0,5% as quais absorvem fósforo na forma de H2PO4- (di-hidrogenofosfato) e HPO4-² (hidrogenofosfato) dependendo do pH do solo.

Formulações à base de ácido fosforoso e hipofosforoso, geralmente sofrem oxidação para fosfato e assim perdem seus benefícios.

Os fertilizantes de fosfato e polifosfato atualmente utilizados têm um número de propriedades que comprometem e deixam a desejar como fertilizantes.

Geralmente, eles tendem a formar precipitados, o que limita a capacidade de se formular soluções concentradas de fertilizantes. Adicionalmente, as formulações operam em uma gama estreita de pH para evitar a precipitação.

Outra situação dos fertilizantes fosfatados é que eles não são facilmente absorvidos pela folhagem de muitas plantas e devem, em vez disso, serem entregues ao solo para absorção pelas raízes das plantas.

A mobilidade dos fertilizantes fosfatados no solo é limitada, o que leva a rápida perda do mesmo localizada na rizosfera e a deficiência automática de fósforo na planta.

Reaplicações frequentes de fertilizantes fosfatados são indesejáveis porque leva a lixiviação de fosfato nas águas subterrâneas, causa a eutrofização de lagos, lagoas e riachos; fator legal em risco e pressão das autoridades.

Os fertilizantes de fosfato e polifosfato também inibem a benéfica simbiose entre as raízes das plantas e fungos micorrízicos.

Os fertilizantes de fosfato dão suporte (ajudam) ao crescimento de algas e promovem o crescimento bacteriano e fúngico na rizosfera, incluindo o crescimento de fungos patogénicos e outras pragas do solo.

Embora o fósforo, uma vez na planta, tenha um grande floema móvel, o fosfato é mal absorvido através na maioria das espécies vegetais.

Dentro destes conceitos, fazia-se necessário fertilizantes de fósforo que pudessem ser utilizados em sistemas de irrigação sem a formação de precipitados os quais reduzem a disponibilização de nutrientes, e entopem bicos e pulverizadores.

Havia também uma necessidade de fertilizantes fosfatados que permitissem que os nutrientes estivessem prontamente disponíveis para suprir às necessidades das plantas no exato instante que elas ocorressem.

Esta necessidade devia incluir a facilidade de um produto vendido numa única formulação para utilização como um concentrado para aplicação como uma solução diluída e ainda capaz de ser mantido num pH ótimo para a absorção pelas folhas a despeito de ser diluído antes de ser aplicado.

Dentro de todos estes conceitos técnico-comerciais, fazia-se necessário um estudo mais detalhado das regiões onde poderiam ser aplicados tais fertilizantes com mais rápida eficácia de maneira a dar, através do sucesso de sua aplicação, resultados econômicos, de maneira a permitir o desenvolvimento de uma linha completa de produtos tendo como base o mesmo complexo químico.

Dentro desta linha, e levando-se em consideração todas as características brasileiras, a AgroQuim, através de sua divisão de pesquisa e desenvolvimento, optou por apresentar a região nordeste, comprovadamente em sua grande maioria, áreas de terrenos de alto pH e água dura, uma linha de fertilizantes, que ajudassem ao agricultor em sua dura lida objetivando a excelência de performance em suas culturas.

Buscou-se em torno do mundo, regiões com as mesmas características de solo, água e condições edafoclimáticas, sendo durante três anos, desenvolvidos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento, na busca das melhores soluções em termos de produtos com alta tecnologia, que respondessem a tais necessidades.

Para contrastar as regiões, dentro do Brasil, a AgroQuim, desenvolveu um profundo estudo do solo nordestino de maneira a confirmar a eficácia dos produtos que deveriam ser apresentados ao mercado.

Assim sendo os tipos de solo destas regiões, em particular, Petrolina – PE e Juazeiro – BA; Mossoró – RN foram analisados, obtendo-se as informações conforme abaixo listadas, em sua mediana de resultados.